"Não olhemos o futuro de frente, pois ao olharmos ele alterasse deixando fugir os nossos sonhos"
domingo, 8 de agosto de 2010
Quando pela primeira vez olhei o céu descobri que este não era azul como todos ousavam dizer. O céu que eu via era belo, poderoso, pacífico, infinito. A sua cor era recheada de beleza e pureza. Uma beleza gigantesca que não se poderia descrever apenas com a palavra “azul”. Depois baixei o olhar e vi o mar. Uma imensidão de calma e paz invadiu o meu espírito. Olhei em frente e vi o horizonte. Uma inspiração, um caminho sem fim. Uma palavra ecoava na minha mente, “infinito”. O caminho parecia seduzir-me. Eu sentia que o tinha de percorrer. Fechei os olhos e tentei relaxar-me. Suspirei. O ar era puro e limpo. Agradeci a Deus e pedi-lhe força e coragem para atravessar essa etapa da minha vida. Abri os olhos. Algo novo surgiu nesse caminho. Estava muito longe, não o conseguia ver muito bem. Comecei a caminhar. Em certos passos que eu dava o corpo parecia pesar mais e noutros parecia que quase flutuava. Tentei caminhar sempre com um sorriso nos lábios mas nem sempre foi fácil. A figura ficava mais nítida à medida que me aproximava mas ao mesmo tempo parecia-me cada vez mais difícil chegar até ela. Parecia ser uma pessoa. Continuei a caminhar com passos irregulares e desajeitados. Por fim vi-o. Era tão belo como o céu que reina sobre nós. Tão profundo como o mar, e conseguia transmitir-me aquela sensação de paz. Não conseguia deixar de o fitar. O meu coração batia mais fortemente e ao mesmo tempo mais lentamente à medida que me aproximava dele. O rapaz parecia andar também. Andava lentamente, como se espera-se algo. Á medida que me aproximava a fascinação aumentava. O céu parecia mais lindo a cada dia que passava e o mar mais tranquilo. O horizonte ficava cada vez mais inspirador. Cheguei junto dele. Ele não notara a minha presença. Queria tocar-lhe, mas tinha medo. Medo que ele se assustasse e que fugisse... Ele era lindo. Um anjo sem asas que voava, passo a passo. Senti o aroma do seu perfume no ar. Uma onda de vibrações caloríficas passou pelo meu corpo. Por algum motivo ele estava ali, no meu caminho. O que esperava ele? Pensativa, eu não reparei que ele notara a minha presença e que abrandara o paço para me acompanhar. Olhava-me docemente, sorrindo. Olhei para ele. O meu rosto não conseguiu esconder a timidez. Os seus olhos eram da cor do céu, profundos como o mar e infinitos como o horizonte. Queria dizer algo mas não sabia o que dizer. No meu pensamento eu procurava uma resposta, uma solução. Surpreendendo-me agarrou gentilmente na minha mão. Caminhava-mos cada vez mais lentamente e o que nos rodeava parecia não importar. Agradeci a Deus ter encontrado tal ser no meu caminho. Continuamos caminhando. A pouco e pouco fomos dizendo pequenas palavras. Palavra atrás de palavra, surgindo assim longos diálogos. Falávamos acerca de tudo. Não havia nada que recear. Aprendemos, crescemos, brincamos, ri-mos, amamos juntos. Haviam algumas divergências nos nossos caminhos, mas mesmo assim eles cruzaram-se e agora percorríamos, juntos, uma única estrada. Vi-mos seres mais necessitados que procuramos ajudar a todo o custo. Outros seres ignorantes do verdadeiro amor, agarrados aos seus bens, ao puder, ao prazer fictício. Tudo o que vi-mos nos motivou a caminhar em frente, a aprender com cada passo. Cada dia o nosso amor floria mais. Com ele sentia-me protegida, amada. Sentia que a beleza exterior não importa e o que realmente é belo está no interior de cada um de nós e na natureza.
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adorei!!!
ResponderEliminaradoro-tee M.A.
c...